Património e Identidade

Santa Eugénia conserva um património diversificado que testemunha a sua longa história. Este conjunto de elementos reflete a continuidade da ocupação humana ao longo de diferentes épocas, desde a Pré-história até à atualidade, constituindo um importante legado cultural e identitário da freguesia.

Miradouro e Capela de Santa Bárbara
Local de eleição para apreciar a paisagem envolvente, oferecendo vistas privilegiadas sobre a região. Um dos pontos mais emblemáticos da freguesia.

Igreja Matriz de Santa Eugénia
Edifício de grande valor histórico e religioso, com construção datada de 1624 e posterior ampliação, nomeadamente da torre sineira em 1760. O seu interior destaca-se pela riqueza artística, incluindo a talha do altar-mor do século XVII. A presença de uma cruz de influência celta no topo da igreja sugere a existência de ocupações e cultos anteriores, possivelmente de origem sueva.

Cruzeiro e Largo do Cruzeiro
Espaço central da vida comunitária, marcado pelo seu valor simbólico e histórico. Tradicional ponto de encontro, representa a ligação entre gerações e a vivência cultural da freguesia.

Fonte de Mergulho (Fonte de Baixo)
Importante vestígio da presença romana, encontra-se em bom estado de conservação. Este elemento patrimonial constitui um testemunho da ocupação antiga do território.

Chafariz / Fontanário Público
Local de convívio e encontro ao longo dos tempos, associado a um ambiente de tranquilidade e tradição. Historicamente, foi ponto de encontro da população, nomeadamente de jovens e namorados.

Casa das Escadas Redondas – Sede da Junta de Freguesia e Ecomuseu
Edifício de grande relevância patrimonial, atualmente sede da Junta de Freguesia e espaço museológico. Foi doado pela Família Ervedosa Malheiro, estando ligado à história local e às tradições etnográficas, assim como às suas figuras marcantes.

Casa e Capela da Família Santos Melo
Conjunto edificado de interesse histórico, associado a Manuel José dos Santos Melo, figura relevante da história local, antigo senhor da casa real de Santa Eugénia.

Laje do Concelho
Um dos locais históricos mais emblemáticos da freguesia é a «Laje do Concelho», onde se reuniam os vizinhos para tratar de assuntos comunitários. O termo “Concelho” deriva do latim concilium, que significa “assembleia”, e a Laje servia como espaço de deliberação, eleição de representantes e até de tribunal moral, onde atos condenáveis eram denunciados publicamente.
Além das funções administrativas e sociais, a Laje do Concelho tinha também um papel ligado à demarcação territorial. Estava situada num dos extremos da Rua Marquês de Pombal, servindo de referência para a altitude máxima permitida pelo Marquês de Pombal na Região Demarcada do Douro.
Historicamente, este local era o centro das eleições locais, com os antigos “pelouros” a registarem os nomes dos candidatos em bolas de cera, antecedentes das urnas modernas.

Cortesia de José Nogueira dos Reis

Pelourinho

Cruzeiro setecentista / oitocentista, situado em encruzilhada. Tem o plinto com faces almofadas decoradas por florões. O capitel é quadrado e a cruz latina lisa sobre bolbo.